A revolução do Big Data na medicina

Publicado em: 15 abril 2019 - Categoria: Marketing Digital

A atuação do Big Data na medicina vem revolucionando a atuação dos profissionais da área da saúde tanto no atendimento dos pacientes quando na pesquisa e identificação de novas doenças e epidemias. A tendência é que essa tecnologia ganhe um espaço de atuação cada vez maior.

O que é big data?

O Big data é, basicamente, a análise de grandes volumes de dados para . Esses dados podem ser estruturados ou não-estruturados, ou seja, não necessariamente possuem relação entre si e também estão em constante variável.
Esse tipo de análise só era possível ser feita por seres humanos, o que demandava um tempo considerável e um investimento relativamente alto, dependendo do tipo de pesquisa. O big data colhe os dados de localização, pesquisa, insatisfação sobre algum produto ou empresa, sistemas e softwares diversos, mídias sociais, entre outros, geralmente adquiridos por meio da internet ou de outros meios à disposição e os “cruza”.

Essa estruturação de dados pode ser utilizada de diversas formas e em diversas áreas do cotidiano. O social data é o termo utilizado para dados sobre pessoas e comportamentos quando se trabalham com perfis de forma direta. Enterprise data é o termo para dados gerados por empresas e organizações, muito comumente utilizado para avaliar o desempenho dos setores e encontrar algum problema dentro da organização. Por último, existem também os personal data, também chamados de data of Things que são aqueles dados gerados por aparelhos eletrônicos conectados à internet, como, smatphones, TV ou caros por exemplo. Esses dados podem ser utilizados para detectar padrões de consumo e gerar informações a respeito do trânsito. Esses dados podem ser utilizados separadamente ou cruzados, dependendo da necessidade e do âmbito da pesquisa.

Os exemplos mais comuns de uso para o big data são: na sugestão de filmes e produtos similares ao que o cliente estava pesquisando, em pesquisas de mercado, na premeditação de engarrafamentos e nos últimos tempos também na área da saúde, na prevenção e tratamento dos mais diversos tipos de doenças.

A atuação do Big Data na medicina

O Big Data é uma tecnologia relativamente recente, porém que já vem revolucionando diversas áreas da sociedade e com a medicina não é diferente. A análise e o cruzamento de dados é altamente útil e relevante, pois auxilia na administração de clínicas e hospitais e também pode prever e investigar doenças e epidemias com uma maior precisão.

Existem diversas formas de implementar o uso do big data na medicina. Em hospitais e clínicas, por exemplo, a análise de dados pode ser usada na automação dos dados do paciente, facilitando o seu atendimento de forma rápida e completa. Pode ser utilizado na hora da triagem dos pacientes, para direcionar os funcionários e também para antecipar eventos hospitalares diversos. Ainda, também pode ser utilizado para indicar a manutenção preventiva de diversos equipamentos. Para os profissionais, a implementação do big data na medicina também é altamente benéfica. Os dados podem auxiliar no acesso à informações e evidências, facilitando na hora do diagnóstico, diminuindo consideravelmente a margem de erro, e também obtendo informações a respeito de tratamentos recomendados para o paciente, considerando todo o quadro geral do mesmo. Em relação a tratamentos, o cruzamento de dados avalia os algoritmos e pode também prevenir os riscos de cada tratamento, facilitando a comunicação médico – paciente e também otimizando o tempo e a saúde dos envolvidos. Um último ponto que é preciso citar em relação ao uso do big data na medicina é na área de pesquisas. Como já citamos, com essa análise virtual de dados, o custo com pesquisas pode cair drasticamente, assim como o seu tempo de divulgação de resultados. Isso permite o desenvolvimento de um maior número de pesquisas, uma rápida aplicação na sociedade, dependendo do caso, e consequentemente também um maior benefício para os centros de pesquisa e para a população em geral. Alguns profissionais acreditam, inclusive, que o Big Data será um dos responsáveis na descoberta da cura do câncer. O Big Data na medicina permitiu ampliar e melhorar as análises farmacológicas, epidemiológicas e terapêuticas a partir do cruzamento de dados e evidências clínicas confiáveis e verificáveis. A precisão dessas análises também é extremamente alta e segura. Esses resultados podem também serem utilizados na implementação de políticas públicas para o controle e prevenção de epidemias.

Como implementar o Big Data na medicina

Por ser uma tecnologia relativamente nova, ainda enfrenta algumas dificuldades para ser implementada.
A tecnologia em geral traz alguns problemas com relação a privacidade, e com o uso do Big Data não é diferente. O cruzamento e o uso de determinadas informações também podem infligir a privacidade do paciente, sendo contra a ética exigida aos médicos. Por esse motivo, muitos profissionais ainda estão relutantes com essa tecnologia, porém é preciso estabelecer limites e práticas para diminuir os riscos dessa prática.
Outro problema também é a dificuldade de se integrar todas as informações em diferentes centros médicos e de pesquisa, precisaria de uma colaboração mútua e de uma nova estruturação de todos esses sistemas. Isso geraria um custo inicial relativamente alto e seria consideravelmente trabalhoso, podendo causar alguns contratempos durante essa implantação e o período de adaptação.

Também pode ser citada a dificuldade que alguns profissionais podem ter até se adaptar com sistemas online de atendimento de pacientes e a relutância de outros devido aos outros problemas que citamos.
Por esses motivos, a saída encontrada pela maioria das organizações é realizar a implementação do Big Data na medicina de forma gradual, oferecendo treinamentos e sempre analisando os resultados obtidos para aprimorar a sua atuação. Essa análise de dados está a caminho de revolucionar completamente a relação com os pacientes, tornando o atendimento médico mais ágil, eficaz e preciso, diminuindo os possíveis erros causados pela falta de informações e facilitando o acesso a tratamentos e estudos para o caso do paciente. Aos poucos, a tendência é que essa tecnologia continue sendo implementada nas várias áreas da saúde e as barreiras existentes nos dias atuais ficarão para trás.

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